sábado, 20 de fevereiro de 2016

Marketing: PCP é único partido que o faz, mas não o reconhece

Lisboa, 17 Abr (Lusa) - 
O único partido português que faz marketing político consistente é o PCP, embora não o reconheça, afirmaram hoje especialistas em comunicação e marketing numa conferência na Universidade Lusófona, em Lisboa. 
Segundo a opinião de vários especialistas em consultoria de comunicação, o PCP distingue-se dos outros partidos em Portugal por ter um sector dedicado à propaganda de uma ideologia que está bem estabelecida, ao contrário das outras forças políticas em Portugal, cujas diferenças são difíceis de estabelecer. 
António Marques Mendes, da empresa List, afirmou categoricamente que "só o PCP faz marketing político, mais ninguém". 
A mesma opinião foi manifestada pelo deputado do PSD Hermínio Loureiro, e por Miguel Fernandes, da empresa Unimagem, que afirmou que os comunistas são a única força política capaz de se identificar pela ideologia que professa. 
Intervindo na conferência "Comunicação e Marketing Político", Vítor Dias, do Comité Central do PCP, começou por afirmar que o seu partido "não se reconhece nem adapta o conceito de marketing político": por exemplo, nunca recorreu a uma agência de comunicação, recorrendo antes ao seu serviço de propaganda. 
"O marketing e a comunicação política só atenuam ou ampliam correntes favoráveis na sociedade" face a determinado partido ou candidato", salientou.
Vítor Dias argumentou que na política moderna, "tudo é mais incerto", com menos segurança nas famílias e fidelidades políticas dos eleitores.
Por exemplo, desde o 25 de Abril, há regularmente cerca de um milhão de eleitores que votam ou no PS ou no PSD e têm decidido o balanço de poder em Portugal, apontou António Marques Mendes.
Hermínio Loureiro, deputado social-democrata e presidente da Liga de Clubes, afirmou que em política "o improviso não existe, nada acontece por acaso", acrescentando que "o homem político não se fabrica, é tudo treinado e trabalhado".
O marketing "faz vitórias e também é capaz de fazer derrotas, quando mal usado", afirmou, distinguindo a variante de "marketing eleitoral", que todos os partidos fazem quando se aproximam eleições, do marketing consistente que o PCP pratica.
Tiago Franco, da empresa de consultoria Ipsis, afirmou que "os governos reconhecem que o modelo de gestão empresarial se aplica aos ciclos políticos": cada novo ciclo é posto à prova no segundo ano.
Para Rui Oliveira Costa, as sondagens surgem hoje como "um instrumento de diagnóstico e marketing, estão cada vez mais certeiras e hoje em dia há poucas surpresas, aliás, [em noites eleitorais], os políticos já reagem às sondagens como se fossem resultados"
APN.
Lusa/Fim

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