segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Afinal o SEXO vende?

Nas últimas três décadas de publicidade verificamos a existência de um denominador comum: SEXO, SEXO e mais SEXO. O uso do sexo na publicidade não é recente, no entanto, ao longo do tempo tem vindo a assumir abordagens cada vez mais ousadas. Uma liberdade criativa que não é limitada às marcas, por exemplo, de preservativos ou lingerie que seriam, à partida, as proprietárias óbvias deste tipo de estratégia.
Nesta rúbrica da revista Marketeer para além de apresentar casos de sex advertising, também responde ao velho cliché “será que o sexo vende?”. É importante não só entender o posicionamento de caracter sexual das diferentes marcas como também os resultados comerciais que daí advém.
O primeiro caso a apresentar é do sector automóvel, mais propriamente da marca FIAT.
No evento Los Angeles Auto Show, que decorreu entre 30 de Novembro a 9 de Dezembro de 2012, Olivier Francois, director de marketing da Chrysler e CEO da Fiat, defendeu que o extraordinário resultado nas vendas do Fiat 500 Abarth em 2012, deveu-se não só às características do produto Italiano, como também ao anúncio que tinha sido apresentado naquele mesmo evento um ano antes. Anúncio no qual uma deslumbrante modelo italiana – Catrinel Menghia – provoca um indivíduo que passa na rua. Enquanto este protagonista é seduzido contra um pilar, os consumidores corriam para os stands de vendas para cobiçar o carro anunciado. Apesar dos representantes da marca terem demonstrado inicialmente algum receio que o anúncio fosse demasiado sexy para a televisão americana, o vídeo tornou-se viral e em apenas alguns dias 11 000 000 de pessoas viram o anúncio no Youtube e 111 milhões no Super Bowl.

O anúncio de 2012 utiliza a interação entre duas personagens com insinuação, provocação e sedução, demonstrando um claro comportamento sexual. A Fiat apostou numa das cinco manifestações sexuais mais frequentes e mais apelativas para as marcas.
Este ano que novidade poderia a marca aportar? Superar o anúncio do ano passado seria difícil, por isso, para 2013, Fiat aposta na nudez: o anúncio mostra um escorpião a rastejar pelas costas de uma mulher em biquíni (Catrinel Menghia) e em voz off ouve-se: Small, wicked … and now topless. 

O escorpião marca presença em ambos os anúncios, no primeiro com uma tatuagem sensual e no segundo como o animal que escala o corpo da supermodelo, não só por ser a imagem do logotipo de Abarth, mas também pelo seu simbolismo de rebeldia. Se por um lado compreendemos a utilização do escorpião em ambos os anúncios, terá sido seguro manter a supermodelo Catrinel Menghia também neste segundo anúncio? Ao analisar o elevado buzz criado pelo primeiro anúncio em que participou, compreendo a postura de: se funcionou, porquê mudar?
A marca italiana optou, em 2013, por uma manifestação mais óbvia – a nudez – com a exploração do corpo humano e da sensualidade com o intuito de que o automóvel anunciado fosse transformado num símbolo de culto e que isso se refletisse nas vendas.
O anúncio termina com mais um factor “picante”, um jogo de palavras para evidenciar as características do Fiat 500 Abarth Cabrio e consequente aumento dos níveis de adrenalina dos possíveis compradores.
Fonte: http://sexonomarketing.com/afinal-o-sexo-vende/

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