domingo, 25 de novembro de 2007

Faz alguma coisa!


Hoje é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.



O fenómeno da violência doméstica é bem mais comum do que possamos pensar - nos primeiros nove meses deste ano quase oito mil mulheres foram vítimas de violência. E os agressores são de todas as idades e classes sociais.
Normalmente a "carreira" de um agressor começa com a sua namorada, pelo que mesmo os mais novos cidadão da nossa sociedade sofrem com este flagelo, e devem estar atentos a ele.







A violência doméstica é um crime público. Todos temos a obrigação de a denunciar.
Basta ligar para a polícia, o 144 (Instituto de Solidariedade e Segurança Social) ou 707 200 077 (APAV).

3 comentários:

  1. A Brusca Poesia Da Mulher

    "Minha mãe, alisa de minha fronte todas as cicatrizes do passado
    Minha irmã, conta-me histórias da infância em que que eu haja sido
    herói sem mácula
    Meu irmão, verifica-me a pressão, o colesterol, a turvação do timol, a
    bilirrubina
    Maria, prepara-me uma dieta baixa em calorias, preciso perder cinco
    quilos
    Chamem-me a massagista, o florista, o amigo fiel para as
    confidências
    E comprem bastante papel; quero todas as minhas esferográficas
    Alinhadas sobre a mesa, as pontas prestes à poesia.
    Eis que se anuncia de modo sumamente grave
    A vinda da mulher amada, de cuja fragrância
    já me chega o rastro.
    É ela uma menina, parece de plumas
    E seu canto inaudível acompanha desde muito a migração dos
    ventos
    Empós meu canto. É ela uma menina.
    Como um jovem pássaro, uma súbita e lenta dançarina
    Que para mim caminha em pontas, os braços suplicantes
    Do meu amor em solidão. Sim, eis que os arautos
    Da descrença começam a encapuçar-se em negros mantos
    Para cantar seus réquiens e os falsos profetas
    A ganhar rapidamente os logradouros para gritar suas mentiras.
    Mas nada a detém; ela avança, rigorosa
    Em rodopios nítidos
    Criando vácuos onde morrem as aves.
    Seu corpo, pouco a pouco
    Abre-se em pétalas... Ei-la que vem vindo
    Como uma escura rosa voltejante
    Surgida de um jardim imenso em trevas.
    Ela vem vindo... Desnudai-me, aversos!
    Lavai-me, chuvas! Enxugai-me, ventos!
    Alvoroçai-me, auroras nascituras!
    Eis que chega de longe, como a estrela
    De longe, como o tempo
    A minha amada última!"

    Vinicius De Moraes

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  2. Este é mais um dos problemas que o "mundo" tenta ignorar...
    É como ver um cãozinho abandonado na rua e desviar os olhos na esperança que ele desapareça...
    Tal como diz o prof.Ricardo, este é um crime público que todos devemos denunciar. Ocultar uma situações destas é estarmos a ser cumplices de um crime.
    Os números são assustadores, e se tivermos em conta não só a violência física, mas também a violência psicológica, acredito que os números dupliquem...
    Não tenho palavras para tanta cobardia. É triste, muito triste e revoltante.

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  3. Um grande NÃO à cobardia. Cobardia dos que violentam e dos que vêem violentar sem reagir.

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