terça-feira, 28 de maio de 2013

Depuralina nas redes sociais com a Havas Media

Como o mote “Porque os segredos foram feitos para serem partilhados… entre amigas”, a marca Depuralina está a activar a sua presença nas redes sociais. O objectivo passa por “se aproximar das mulheres portuguesas, para auscultar as suas necessidades e estar presente na partilha de experiências e conselhos para melhorar o seu dia-a-dia”, refere-se em nota de imprensa, onde se adianta que nesta plataforma a marca irá divulgar “conteúdos diversificados relacionados com o bem-estar, oportunidades, conselhos e dicas de beleza e saúde”. Toda a activação da marca nas redes sociais e estratégia de conteúdos é da responsabilidade da Havas Media.


Vanessa Santos 30337

Neuromarketing: uma nova visão do estudo do comportamento do consumidor

Por meio de técnicas de ressonância magnética ou eletroencefalografia, é possível perceber qual área do cérebro fica mais ativa, quando exposta a um produto ou marca.



A neurociência tem ajudado os empresários a mexer com o emocional das pessoas. Vista como uma palavra grande e pouco familiar, o neuromarketing estuda a essência do comportamento do consumidor para entender seus desejos e impulsos por meio das reações neurológicas e estímulos externos. Por ser a união do marketing com a ciência, é remetido à lógica do consumo vinculada à motivação do consumidor. Mas por que fazer uso dessa nova ferramenta, ao invés do marketing tradicional?
De acordo com estudiosos, o consumidor tende a não dar respostas verídicas quando está exposto à uma pesquisa de mercado, visto que sua decisão de compra, na maioria das vezes, é intuitiva e rápida, devido a um viés cognitivo. O problema é que as pessoas não sabem dizer o que querem, nem por que querem. Dessa forma, o meio mais eficiente de obter essas respostas é ir até o cérebro do consumidor.
Por meio de técnicas de ressonância magnética ou eletroencefalografia, é possível perceber qual área do cérebro fica mais ativa, quando exposta a um produto ou marca, observando os estímulos que possam ser mais eficientes e que são mais facilmente memorizados pelo cérebro. As empresas exibem seus comerciais a voluntários, antes de mandá-los ao ar, e, a partir daí, fazem um estudo gráfico da atividade cerebral relacionada ao nível de atenção do possível consumidor durante o comercial.
Por sua vez, existem estudiosos contrários a essa aplicação do marketing. Por se tratar de uma técnica recente, fica difícil avaliar sua real eficiência. Além disso, os críticos apontam que o fato de um determinado comercial ativar a formação da memória no cérebro não significa necessariamente que o produto será comprado.

Carolina Santos 30401

O êxito ou o fracasso em marketing depende em muito das reações dos consumidores expressas sob a forma de padrões de compra, cabendo aos gestores procurar atender seus desejos em todos os aspectos, encontrando as dimensões do comportamento e tornando as ofertas da empresa compatíveis com as expectativas de seu público-alvo.
Para isso, o mercado consumidor pode ser segmentado em função da idade, do sexo, da classe social e de uma série de fatores relacionados às pessoas, inclusive porque não é possível ajustar uma única oferta para todos.
É necessário introduzir variáveis específicas aos produtos, tais como gosto, atitude, status, prestígio, função etc, itens que não são aceitos da mesma forma por diferentes consumidores.
Através do conhecimento mais preciso sobre o consumidor, é possível prever com mais segurança seus padrões de comportamento de compra e de consumo.
O comportamento do consumidor traduz-se na procura por bens e serviços aos quais mantém uma relação, sobretudo com relação aos fatores culturais, que afetam as expectativas individuais sobre determinados produtos ou serviços.
Estas questões todas são importantes na análise do comportamento do consumidor, pois deixa transparecer sua aceitação de estilos, sua resistência, seus costumes e seus hábitos de compra.
Os hábitos de vida dos consumidores relacionam-se com fatores tais como renda, atividade profissional, estilo de moradia, formas de lazer, etc.
Por exemplo, os consumidores apresentam padrões de consumo e hábitos de compra que seguem linhas bastante nítidas nas categorias profissionais.
Assim, a análise qualitativa permite identificar os padrões de comportamento –e não quantidades! – sendo essencial para uma eficaz segmentação de mercado, e este estudo é respaldado pelos conhecimentos em torno das ciências sociais: psicologia, sociologia e antropologia.
A psicologia estuda o comportamento humano (individual) a partir de três enfoques principais: experimental, clínico e gestáltico.
No  Método Experimental procura-se explicar o comportamento individual em termos de urna série de ações destinadas a satisfazer desejos e necessidades humanas, visto que os consumidores não apresentarão as mesmas reações mediante um apelo promocional (por exemplo), pois não apresentam as mesmas motivações (força interna que conduz a uma ação individual, e podem ser primárias/fundamentais ou secundárias/adquiridas através da aprendizagem).
No Método Clinico procura-se explicar que uma série de desejos e necessidades humanas reprimidas afetam ou influenciam seu comportamento. Isto explica porque alguns consumidores são incapazes de esclarecer a razão pelo qual compram determinados bens ou serviços.
No Método Gestáltico ressalta-se que as pessoas são influenciadas pelo ambiente e que motivação e comportamento individuais são inerentes ao meio em que vivem (o comportamento humano pode basear-se no comportamento do seu grupo de referência, na sua imagem pessoal ou na imagem que tem do produto que está adquirindo).
Mais especificamente, a psicologia social diz respeito ao comportamento individual influenciado por grupos de referência, citados a seguir:
- Grupo de hábitos predeterminados: A lealdade a certos produtos é ditada pelos padrões de compra;
- Grupo de hábitos de compras racionais: A compra é baseada em atitudes racionais;
- Grupos de hábitos de compra que realçam a importância do preço: Toma decisões com base em comparações econômicas e nos preços (alto, buscando exclusividade, e baixo, buscando economia);
- Grupos de hábitos de compra impulsivos: As decisões têm como base a aparência do produto, sem importar seu preço ou marca;
- Grupos com hábitos de compras emocionais: Busca-se aliar a compatibilidade entre a imagem do produto e a imagem pessoal;
- Grupos de hábitos instáveis: Alteram suas preferências com facilidade.
Mas as pesquisas psicológicas também demonstram que indivíduos pertencentes a um mesmo grupo nem sempre procuram encontrar em um produto características idênticas.
Sua busca ocorre em função dos apelos psicológicos que cada produto representa para um determinado consumidor especificamente, tais como poder, prestígio, maturidade, status, segurança etc, o que normalmente tem um significado distinto para cada um.
A sociologia considera o comportamento de grupos, e a antropologia estuda o homem, suas origens e seus padrões de cultura.
Dessa forma, os fatores sociais nos dão generalizações sobre a natureza humana, interação social, cultura e organização dos grupos, entre outras, o que demonstra a importância das interações grupais – e seu reflexo! – no comportamento do consumidor.
Além de todos estes fatores, no momento da compra o consumidor também confronta-se com uma série de escolhas/decisões, tais como quanto gastar versus quanto poupar, que produtos e/ou serviços adquirir, quais fontes de compras devem ser consideradas, que condições de compra serão mais convenientes etc, as quais deixaremos para abordar um artigo futuro.


Carolina Santos 30401

Por questões de conveniência e de critério, o Marketing e a Gestão modernas têm uma forte tendência para classificações e tipologias. Isto é, mediante ferramentas e matrizes que proliferam na literatura é possível segmentar clientes, estratégias, planos de acção e quase tudo o que se possa imaginar. É reconhecida a importância de matrizes como a BCG, frameworks como as 5 forças de Porter ou a famosa análise SWOT. Tal como em muitas outras áreas do saber, os gestores e marketers adoram criar categorias e encaixar coisas lá dentro.
Nunca se deve subestimar a importância destas ferramentas – são de vital importância para orientar os profissionais em situações difíceis e, sobretudo, organizam o caos informativo em unidades mais amigáveis. Raramente uma marca consegue actuar em todas as frentes, e algum discernimento deve existir em termos de escolha. Assim sendo, é normal que para targets diferenciados, se usem tácticas diferenciadas.
No entanto, este artigo pretende alertar para o facto de muitas destas ferramentas se poderem transformar em armadilhas, capazes de induzir em erro. E o maior desafio surge quando se tenta encaixar o consumidor em caixinhas de cor diferente.
Sobretudo nas últimas duas décadas, quanto mais tentamos categorizar os consumidores, mais camaleónicos eles parecem ser.
O consumidor actual é flexível, infiel e adaptativo. No Consumer Behavior Portugal (um grupo Facebook), todos os dias são adicionados posts que ilustram um consumidor cada vez mais multifacetado. Em vez de encaixar os consumidores numa ou outra  estratégia, muitas vezes mutuamente exclusivas, as marcas devem respeitar que num mesmo consumidor podem haver vários consumidores. E é nesta linha que devemos seguir, pois a imprevisibilidade só pode aumentar.
Mas como distinguir em que áreas uma marca deve ser diferenciadora e em que áreas deve ser abrangente? De modo a fazer face a essa múltipla personalidade dos consumidores, a Psicologia pode assumir um papel de destaque pois acompanha, com elevado grau de proximidade, a mudança de mentalidades destes. Assim sendo, identificam-se 7 conceitos – cada um deles com componentes aparentemente antagónicas – em que, ao contrário do que se vem fazendo, a melhor estratégia é jogar em todas as frentes.
Racional vs Emocional. As marcas devem oferecer aos seus clientes benefícios racionais e emocionais, não apenas um deles. A Apple exemplifica bem esta premissa: o mercado em que se movimenta é claramente racional, tecnológico, em que os atributos funcionais dos seus dispositivos são fundamentais. No entanto, ao contrário de muitas marcas, a Apple apresenta benefícios emocionais imbuídos no design atractivo, no apelo à simplicidade de uso e no carinho que a sua imagem de marca transmite, fazendo os seus clientes sentirem-se “especiais”. A ideia de que o consumidor é racional na escolha de uma marca é uma falácia, tal como o é quando se diz que é maioritariamente emocional. Numa mesma situação de compra, os consumidores tanto podem seguir a rota emocional, como a racional, confrontando uma e outra constantemente.
As 3 componentes das atitudes. O Comportamento do Consumidor gira muito em torno do conceito de atitude. Uma atitude tem 3 componentes: as crenças (informações, conhecimentos), os afectos (sentimentos, emoções, preferências) e a intencionalidade do comportamento (intenção de agir, de se manifestar, de votar num partido político). Se o gás de um refrigerante é considerado mau para a saúde (crença), então certamente não serei muito apreciador dessa categoria (afecto) e provavelmente passarei a comprar bebidas alternativas sem gás (intencionalidade). Consequentemente, uma marca forte é aquela que apresenta argumentos relevantes para o consumidor, sensações positivas e experiências sensoriais agradáveis, ao mesmo tempo que deixa vias abertas para ele poder manifestar o seu comportamento de aproximação à marca.
Jogar em todas as frentes Marketeer
Utilitário vs Hedónico. Cada vez mais os consumidores procuram soluções que lhes resolvam os problemas com eficácia (função utilitária), mas que também proporcionem recompensas pessoais e prazer (função hedonista). Um exemplo prático pode ser encontrado quando vamos ao shopping. No shopping podemos encontrar o que queremos, há diversidade, estacionamento fácil e conveniência. Mas também há divertimento, estimulação sensorial e um passeio de lazer com a família.
Tangível vs Intangível. Durante muitas décadas o consumidor valorizou tudo o que era tangível e material. Ter um carro, ter um cd de músicas, ter um espaço a que pudesse chamar escritório. Apesar de “ter algo nas mãos” ainda ser uma premissa muito forte, a verdade é que o consumidor está cada vez mais receptivo a usufruir de algo sem que isso implique a sua posse. O mercado dá milhares de oportunidades a este novo consumidor, desde ouvir música no Spotify, passando pela partilha de automóveis ou assinando um plano de escritório virtual.
Venda vs Experiência. Ainda não há muitos anos as farmácias tinham os seus produtos inacessíveis aos utentes: quase todos os produtos estavam do lado de lá do balcão. Actualmente os produtos estão do lado de cá, permitindo o toque, sentir a fragrância de produtos de higiene, etc… Muitas farmácias são autênticos “lofts”, em que a experimentação de produtos não só é possível, como incentivada pelos proprietários. Mais do que vender, as marcas devem fazê-lo proporcionando experiências positivas.
Low involvement vs High involvement. O envolvimento do consumidor é um dos aspectos mais tidos em conta em marketing e publicidade. A sua importância é tal que muitos estudiosos dividem as suas estratégias de acção, conforme se trate de targets mais envolvidos com os produtos ou menos envolvidos. O envolvimento de um consumidor é o grau em que este despende esforço cognitivo, emocional ou comportamental com uma categoria de produto. Um consumidor envolvido processa mais a informação, emociona-se com as marcas e age em conformidade (vai a eventos, compra produtos, escrutina os benefícios do produto). Este tipo de consumidor exige uma mensagem publicitária mais elaborada, bem fundamentada em termos de argumentos, desafiadora. Por outro lado, consumidores pouco envolvidos não estão com predisposição para grandes raciocínios: preferem simplicidade, emoção, imagética ou humor, por exemplo. Mas designar abordagens específicas para targets específicos pode ter os seus inconvenientes, pois nem todos são dependentes de interacção com as marcas, tal como nem todos são meros espectadores. Mais importante: todos nós passamos por diferentes fases de envolvimento face a um mesmo produto, serviço ou ideia.
Individual vs Social.  John Donne, poeta inglês, ficou para a história com uma frase lapidar: “No man is an Island”. Na verdade, todas as marcas actualmente procuram potenciar a socialização entre pessoas e marcas, quer patrocinando festivais de verão ou apostando nas medias sociais. Mas o consumidor não é apenas social: por vezes precisa de estar na sua “concha”, saboreando momentos mais introspectivos. Encaixam-se aqui exemplos como a Myzen TV, que apela exactamente a uma visualização solitária e de preferência com headphones. As marcas de consolas de jogos são exemplos perfeitos em que ambas as dimensões são exploradas: veja-se a Wii da Nintendo: tanto permite colocar toda a família a cantar Karaoke como uma utilização mais pessoal, através da Wii Fit Plus.
Parte da grandeza das marcas reside na capacidade de adivinhar qual porta o consumidor irá abrir a seguir. Em alguns casos o melhor é estar atrás de todas, para lhe dar as boas vindas.
Afonso Carvalho 31773

Perfil e comportamento de compra do consumidor verde português

14 de Maio de 2010 às 05:14:18, por MEIOS & PUBLICIDADE
Carolina Afonso – directora de marketing da ASUS Portugal e mestre em Marketing pelo ISEG
Os comportamentos e exigências dos consumidores, bem como os problemas causados ao ambiente através da sua exploração pelas empresas, contribuíram para a associação entre marketing e ambiente. A relação entre estes conceitos surge na década de 70, época em que se começou a dar maior ênfase aos problemas ambientais.
Na óptica do comportamento do consumidor, os anos 60 podem ser descritos como a época do despertar da consciência ecológica, os anos 70 como o início da acção e os anos 80 como um período de responsabilidade, marcado pelo aumento dramático da consciência ambiental mundo fora. A década de 90 impõe-se como a era do poder do mercado. Foi precisamente no final da década de 80 e princípios de 90 que o conceito de marketing verde se começou a generalizar.
Como resultado da crescente preocupação com o ambiente a que se tem assistido, muitos consumidores têm vindo a questionar-se sobre os produtos que compram e a quem compram, levando a uma mudança de atitude e tendências ao nível do marketing.
Neste contexto, foi levada a cabo uma investigação, no âmbito do mestrado em Marketing do Instituto Superior de Economia e Gestão, com o objectivo de compreender em que medida é que o despertar da consciência ambiental está a influenciar o comportamento de compra e as preferências de consumo, bem como identificar quais as características desta “nova” classe de consumidores que valorizam e consomem produtos ecologicamente correctos.
Os resultados do estudo indicam-nos que a maioria dos inquiridos revela um comportamento ecologicamente consciente elevado. Quando observamos o perfil do consumidor verde, concluimos que estes consumidores são maioritariamente do sexo feminino, jovem, com habilitações literárias ao nível do ensino superior e com rendimentos médio-altos, sendo definidos como indivíduos que procuram consumir apenas os produtos que causem o menor – ou não exerçam nenhum – impacto ao meio ambiente.
A análise de resultados permite-nos concluir que as variáveis socio-demográficas analisadas (sexo, idade, habilitações literárias e rendimentos) não são relevantes para explicar o comportamento do consumidor ecologicamente consciente. Por seu turno, as variáveis psicográficas revelaram-se mais eficazes para caracterizar o comportamento do consumidor ecologicamente consciente. Das variáveis psicográficas analisadas, destaca-se a eficácia percebida e, num segundo plano, o altruísmo. A eficácia percebida, isto é, a crença de que as acções de cada um de nós enquanto indíviduo têm um papel importante no combate à destruição ambiental são a força motriz do comportamento ecologicamente consciente. O altruísmo, isto é, a preocupação com o bem-estar dos outros e da sociedade, apesar de secundário, também manifestou ter um papel importante para explicar o comportamento ecologicamente consciente do consumidor. É de estranhar que a preocupação ambiental não seja significativa para explicar este comportamento. No entanto, isto demonstra que é mais relevante para os consumidores a crença na eficácia da acção dos indíviduos para preservar o ambiente do que, meramente, demonstrar preocupação com o ambiente.
Estas conclusões são particularmente importantes pelos desafios que colocam aos gestores e marketers, pois mais do que construir campanhas meramente reveladoras das preocupações ambientais, é necessário introduzir uma dimensão de acção nas mesmas, pois está comprovado que é importante do ponto de vista do consumidor perceber qual é o real impacto que as suas acções têm na preservação do ambiente.
Quando relacionamos o comportamento ecologicamente consciente do consumidor com a intenção de compra de produtos verdes, verificamos que quanto mais elevado for o nível de comportamento ecológico maior é a intenção de compra de produtos verdes. Ou seja, quanto mais ecologicamente consciente for o consumidor maior é a sua propensão para a compra de produtos mais amigos do ambiente.
Concluindo, a emergência e proliferação da necessidade de preservarmos o ambiente e caminharmos no sentido da sustentabilidade tem repercurssões visíveis ao nível do mercado, mais especificamente em relação ao comportamento do consumidor e é cada vez mais importante entendermos esta mudança como um desafio ao nível da gestão, em geral, e no marketing em particular.
É fundamental ter em conta que a temática ambiental tem vindo a assumir uma importância cada vez maior na formulação das estratégias de desenvolvimento empresarial e da sociedade em geral, sendo já reconhecida como uma questão que, caso não seja considerada, coloca em causa a viabilidade do crescimento sustentado.
Ao nível empresarial e de gestão, o contributo deste estudo permite relançar as bases para um repensar de toda a estratégia de marketing, ao passar a incluir no planeamento não só o impacto económico-financeiro das decisões mas também a componente ecológica. Esta investigação fornece indícios que nos levam a considerar a possibilidade de estarmos a entrar numa nova era em que existe uma maior sintonia entre aquilo em que o consumidor acredita e o seu comportamento efectivo, ou seja, em que passámos de uma situação de alerta em relação às preocupações ambientais para uma fase de afirmação e de acção. O perfil e comportamento do consumidor verde traduz precisamente isso, ao constatarmos que as variáveis que melhor o caracterizam são a eficácia percebida e o altruísmo. Ao nível do marketing verde está lançado o desafio de encarar esta fase numa óptica antecipadora e de forma criativa, com especial enfoque na comunicação do produto, que mais do que educar e alertar o consumidor para a problemática ambiental deverá focar-se na mensagem do benefício ambiental associado ao produto e do impacto efectivo que o mesmo terá na preservação ecológica.

Afonso Carvalho 31773

Conheça o comportamento do consumidor na internet

Por Fernanda Tambelini
Divulgação
O consumidor está menos fiel aos canais tradicionais de venda. Cada vez mais, os compradores de todo o mundo utilizam os meios digitais – internet, celular e TV interativa – para conhecer produtos e serviços e comparar qualidade e preço antes da compra. Essas novas características do consumidor afetam diretamente o varejista, que precisa se adaptar aos canais digitais de venda e relacionamento para atender as exigências da clientela do futuro.

Confira as principais conclusões do estudo “Neoconsumidor. Decifra-me ou te devoro”, conduzido em 11 países e apresentado hoje pela consultoria especializada em varejo GS & MD – Gouvêa de Souza:

- 73% dos internautas já utilizam a web para fazer comparação de preços. Isso gera um efeito econômico, reduzindo a rentabilidade das empresas

- O marketing tradicional já começa a perder espaço para as novas mídias, obrigando as marcas a rever suas estratégias de comunicação

- 53% dos consumidores brasileiros já ficam incomodados se suas lojas preferidas não venderem também pela internet. Se o seu público-alvo tem mais de 25 anos e renda mensal entre R$ 6.600 a R$ 9.800, você precisa ter ainda mais pressa para entrar no comércio eletrônico

- 42% dos brasileiros gostariam de receber promoções e propagandas pelo celular, especialmente a clientela entre 25 e 44 anos, das classes C e D

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI93332-17185,00-CONHECA+O+COMPORTAMENTO+DO+CONSUMIDOR+NA+INTERNET.html

Carolina Santos 30401

E terão os Portugueses repensado a sua forma de estar?

Uma análise do estudo TGI da Marktest mostra como se têm comportado os consumidores de Bebidas Não Alcoólicas e Refrigerantes com gás, agora que a taxa de IVA destes produtos foi alterada.

Comportamento do consumidor  , Grupo Marktest,  24 Julho 2012
Os dados divulgados em Junho pela Direcção Geral do Orçamento (DGO) revelam uma quebra nas receitas de IVA e outros imposto sobre o consumo no 5 primeiros meses deste ano face ao período homólogo. A revisão das tabelas anexas ao código do IVA e a alteração da tributação de diversos produtos, geraram nos consumidores um clima de instabilidade e a uma consequente retracção do consumo. Esta retracção de consumo tem já efeitos directos nas receitas previstas no OE 2012.
São diversos os produtos e serviços que viram o seu IVA passar da taxa reduzida (6%) ou intermédia (13%) para a taxa normal (23%). Mas terão estas revisões alterado os hábitos de consumo dos portugueses? E como podem as marcas cativar os consumidores no actual momento que atravessamos?
O conhecimento em detalhe dos consumidores e dos seus estilos de vida proporciona às marcas insights que lhes permitirão definir novas estratégias. Por outro lado, e de acordo com o Professor Byron Sharp, professor de Ciências do Marketing na University of South Austrália e director do The Ehrenberg-Bass Institute for Marketing Science, as marcas devem chegar também às pessoas que não compram os seus produtos com frequência.
Tomemos por exemplo o sector das Bebidas Não Alcoólicas e a categoria Refrigerantes com gás:
3.667.000 portugueses com 15+ anos consumiram refrigerantes com gás nos últimos 12 meses (44.1%) e destes 2.795.000 afirmam ter consumido no último mês. No entanto, a análise de tendências TGI revela uma quebra anual de 5.8 p.p. ao nível do consumo (TGI 2012 – 44.1% | TGI 2011 – 49.9%).
Analisando um conjunto de actividades e comportamentos, observa-se que estes consumidores, mais do que a população em geral (15+ anos Portugal Continental), frequenta restaurantes fast food (66.7% face aos 51.3% registados junto do universo TGI), pratica desporto (62.5% face aos 57% registados junto do universo TGI), de que se destacam as modalidades futebol (25.3%), seguida de jogging (21.8%) e natação (20.8%).
Por outro lado, estes consumidores são mais receptivos à experimentação de novas bebidas, o que não se verifica junto dos não consumidores deste produto.
Ao longo dos próximos meses iremos dar a conhecer alguns indicadores sobre consumidores e não consumidores de algumas destas categorias de produtos e serviços que viram o IVA tributado revisto este ano.
O conhecimento em detalhe dos estilos de vida dos consumidores permitirá às empresas a definição de estratégias orientadas para os diferentes segmentos e mercados. O TGI, presente em Portugal desde 2008, conta com 5 vagas no mercado português, analisando tendências de consumo para mais de 260 categorias de produto.

Fonte: Marktest

Afonso Carvalho 31773

domingo, 26 de maio de 2013

Campanha da Samsung gera indignação nas redes sociais

Num espaço de poucas horas, um vídeo da Samsung com a blogger Pépa Xavier a dissertar sobre os seus desejos para 2013 tornou-se a anedota do dia e obrigou a marca a apresentar um pedido público de desculpas.

A campanha da Samsung "desejos para 2013" protagonizada pela blogger Pépa Xavier tornou-se num curto espaço de horas na anedota viral do dia, partilhada por largos milhares de pessoas nas redes sociais. E promete continuar a dar que falar pelas piores razões.
No vídeo vemos a blogger Pépa Xavier (Fashion-a-Porter ), uma jovem morena, de cabelo esticado, roupa sofisticada, sentada numa sala com lareira em fundo, a mexer no seu tablet da Samsung enquanto revela num tom afetado e caricato os seus desejos para 2013: quer sorte, tempo para si e comprar com o seu dinheiro uma mala Chanel. "Adorava ter aquelas malas clássicas pretas, que ficam bem com tudo. Era uma conquista pessoal".
De imediato as críticas e piadas multiplicaram-se nas redes sociais. De tal forma que a Samsung suspendeu os vídeos protagonizados por Pépa e pelos outros quatro bloggers de moda que participaram nesta campanha e que também estão a ser severamente criticados nas redes.
Além de Pépa Xavier - com quem o Expresso tentou falar, sem obter resposta -  , estão em causa os vídeos com Maria Guedes (do blogue Stylista ), Tiago da Costa Miranda (...And This is Reality ), Susana Rodrigues (The Stiletto Effect ) e Rodolfo Morgado (Lab Daily ). Os vídeos, que começaram a ficar online a 7 de janeiro, já não estão disponíveis no canal da marca mas continuam visíveis no YouTube.

Pedido de desculpas


O Expresso contactou a Samsung, que não respondeu. Porém, na página do Facebook da empresa, depressa surgiu ao fim da tarde desta quinta-feira uma explicação e um pedido de desculpas: "A campanha 'Desejos' para 2013' pretendia partilhar um conjunto de aspirações pessoais e profissionais para o novo ano. Acompanhamos sempre de perto as opiniões de todos os que nos seguem, tendo sido partilhado desagrado em relação aos conteúdos da campanha, razão pela qual esta foi retirada do ar". E termina: "Pedimos desculpa pelo sucedido. Não era nossa intenção ferir suscetibilidades e tudo faremos para corresponder às expectativas de quem nos acompanha. Obrigado."
Na opinião do publicitário Pedro Bidarra, o que se esconde por trás de uma campanha "risível" como esta é a falta de dinheiro que as agências têm para as campanhas e para contratar bons profissionais. "As campanhas risíveis são a manifestação da falta de qualidade. Reflexo destes tempos em que não se paga por bons conteúdos. Porque a criação de conteúdos comerciais de qualidade implicam muita gente de qualidade a trabalhar. As agências pagam menos e têm gente muito fracota. É sintoma dos tempos".
Tempos em que as redes sociais podem trucidar, em poucas horas, uma campanha. "As marcas estão nas redes sociais porque estão lá as pessoas. E só são assunto com os conteúdos a viajarem rapidamente na net, se fizerem campanhas excecionalmente boas ou excecionalmente parvas e mal feitas. Acontece que há cada vez mais destas más excepções. Porque é preciso bons marketers para fazer diferente e bem".

Discurso vazio


De acordo com as críticas que se podem ler nas redes sociais, o tom, a linguagem, o discurso vazio e desejos que estes especialistas de moda apresentavam estariam amplamente desadequados da realidade e dos problemas que os consumidores estão a passar em plena crise económica do país.
O especialista em gestão de marcas Carlos Coelho também considera que esta não é uma campanha feliz e não tem um objetivo claro. "As marcas querem estar nas redes sociais e tentam encontrar novos formatos que se adequem. Usam uma comunicação mais insinuada, sedutora, menos óbvia. Uma linguagem que não se espera de uma marca. É um risco que se pisa, porque os consumidores não gostam que as marcas façam figura de parvas. Não esperamos comportamentos delas, como das pessoas".
Atento às novas formas de comunicação ao nível da publicidade, Carlos Coelho deixa o aviso: "Sempre que uma marca quer pender para Deus faz asneira. Todas querem ser globais, estar em todo o lado. Serem amigas, conselheiras, demasiado próximas. Algumas delas chegam a dar-nos os parabéns. Ora, eu não quero que uma marca me dê os parabéns. Ou seja, os consumidores não gostam que as marcas pisem uma determinada fronteira das suas vidas".
O especialista remata, fazendo notar que grandes marcas como a Samsung quando erram pedem desculpa. "Tal como as grandes pessoas".

Fonte: 
http://expresso.sapo.pt/campanha-da-samsung-gera-indignacao-nas-redes-sociais=f778608
aluno Pedro Costa 31681