quarta-feira, 8 de maio de 2013

Miguel Tapada - Chief Spotter On Spot Marketing



Miguel Tapada, Chief Spotter da On Spot Marketing, em entrevista exclusiva ao Portal do Marketing, traça o perfil da On Spot Marketing, abordando a temática da necessidade de ativação de marcas na atualidade em vários setores e face a diferentes publicos-alvo.

MktOnline - Como descreveria, sucintamente, a atividade da On-Spot?
Miguel Tapada - A On Spot nasceu em 2003 como uma Agência de Ativação de Marcas junto do público universitário. Esta experiência reforçou não só o nosso conhecimento do público-alvo, das suas caraterísticas, do que os torna únicos, mas sobretudo deu-nos experiência de ativação. Hoje a On Spot ativa Marcas em diferentes territórios e junto de diferentes públicos-alvos.

MktOnline - De que forma tem vindo a actividade da On-Spot a edificar-se e a marcar presença ao longo dos últimos anos?
Miguel Tapada - A nossa evolução de uma Agência especialista no público-alvo universitário para uma agência de ativação aconteceu de forma natural: Os clientes foram-nos lançando desafios - “queremos estar em festivais”, “Queremos receber os emigrantes”, “Vamos patrocinar determinado evento” etc…. Nós fomos respondendo de forma positiva a esses desafios e ganhando experiência que nos permitiu depois ir buscar outros clientes.

MktOnline - A On-Spot assume-se claramente uma empresa especializada na ativação de marcas. Qual o tipo de ações mais comuns neste tipo de situações?
Miguel Tapada - Uma agência de ativação cria oportunidades de interação entre uma marca e o seu público-alvo, faz a marca aparecer não só como um produto ou um serviço, não só como uma ideia ou um conceito, mas como uma experiência que pode ser vivida e também partilhada.

MktOnline - Que tipo de fases contempla a ativação de uma marca?
Miguel Tapada - A ativação de marcas tem essencialmente as seguintes fases: a definição de um conceito ou plataforma de ativação e depois, na implementação, a fase de convite (de que forma vamos trazer as pessoas até à marca), a experiência (que quem entra em contacto com a marca vai ter) e a amplificação (de que forma a experiência vai chegar não só a quem com ela tem contacto, mas a todo o restante público-alvo).

MktOnline - Qual o papel da ativação de marcas na situação de “crise” atual?
Miguel Tapada - É fundamental. A activação enquanto ferramenta de comunicação permite às marcas criar laços emocionais do público-alvo com a marca, e estes laços nos momentos de decisão de comprar são decisivos.

MktOnline -  Quais são os principais desafios em termos económicos e sociais atualmente?
Miguel Tapada - Centrando a resposta nos desafios para uma agência de activação, o principal desafio passa por mostrar às marcas que num contexto de retracção de consumo e de menores orçamentos de comunicação, vale a pena apostar na criação de elos emocionais com o consumidor.


MktOnline -  Em que consiste concretamente a Rede Univercidade? De que forma poderá representar uma mais valia?
Miguel Tapada - A Rede UniverCidade é a maior comunidade de estudantes do ensino superior (perto de 40.000) e a melhor plataforma de comunicação para as marcas, já que oferece um conjunto de ferramentas e soluções que permitem a uma marca falar de forma relevante com este público-alvo.

MktOnline -
Qual o processo de recrutamento de colaboradores para o tipo de ações que desenvolvem? Há especial preferência pelo público universitário?
Miguel Tapada - As nossas equipas de ativação são constituídas sobretudo por jovens a frequentar o ensino superior (ou que o terminaram recentemente), com boa apresentação e capacidade de comunicação, mas sobretudo são equipas que vestem e personificam a marca que estão a representar, que percebem que são atores a dar vida a uma marca e que é do seu bom trabalho que uma relação é criada entre a marca e o público contactado.
Temos um formulário de candidatura e somos abordados por muitos jovens que vão tendo contacto com as nossas ações. Depois, dependendo da avaliação feita à candidatura, da recomendação que temos em relação a essa pessoa, é integrada nas equipas de ativação, avaliando sempre o seu desempenho e aumentando a responsabilidade do papel desempenhado de acordo com esse desempenho.

MktOnline - Quais considera serem as técnicas/meios mais eficazes de comunicação, não só da On-Spot concretamente, como de qualquer marca ou instituição?
Miguel Tapada - Não há uma única resposta para essa pergunta! Não há uma solução tipo pacote que sirva para toda e qualquer marca. As soluções mais eficazes são aquelas que apresentam a marca ao consumidor de uma forma relevante, que cria um elo não só funcional mas emocional… são as emoções que comandam a vida.

MktOnline - Dentro do vasto portfólio de projetos, que exemplo apresentaria como modelo de ação bem sucedida?
Miguel Tapada - Posso falar de Limiano e da gestão de comunidades online que temos feito para a marca: Estamos a falar de uma marca de queijo mas em que temos conseguido dar vida e expressão à ideia de “ Limiano, O queijo que faz parte da família.” Com uma comunidade de quase 50.000 fãs no Facebook com interação e diálogo constante.
Posso falar da adidas e como através de um conceito simples como as “Tribos adidas” conseguimos dar vida e visibilidade ao patrocínio da adidas às Meias Maratonas de Lisboa e Portugal, conseguindo uma base de seguidores que gosta de correr e que criou um elo de ligação à marca.
Posso ainda falar da Knorr uma marca distante do público 18-25 anos mas que através de um conceito de activação: “Cook & Go” conseguiu entrar de forma relevante nas universidades levando os universitários a experimentar cozinhar com Knorr e depois estar presente no festival de verão com os “festivaleiros” a fazerem fila à porta do stand para poderem cozinhar a sua refeição.

MktOnline - Qual é, por norma, o target definido para as ações levadas a cabo pelas instituições/empresas que recorrem aos serviços da On-Spot Marketing?
Miguel Tapada - Procuramos sempre que as acções que desenvolvemos tenham um público bem definido… pode ser o público universitário, podem ser os praticantes de corrida, podem ser famílias com filhos em idade escolar, etc. Ter um público-alvo bem definido permite-nos criar um conceito de activação, um momento de contato e uma experiência que sejam relevantes e, por isso, mais eficazes.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Marketing: Vendas mundiais de tablets mais que duplicam num ano


As vendas mundiais de tablets totalizaram 40,6 milhões de unidades no primeiro trimestre de 2013 (1ºT13), evidenciando um incremento de 117% face a igual período do ano passado, segundo dados de um relatório especializado.
O números, divulgados quinta-feira pela empresa Strategy Analytics, mostram algum abrandamento face aos 146% de crescimento global verificado no 1ºT12 face aos primeiros três meses de 2011.
Os sistemas iOS e Android lideram nas vendas com 48 e 43%, respectivamente, de quota no mercado mundial destes equipamentos. Já o Windows (softeware Microsoft) assegurou 7,5% de quota global no 1ºT13.
A repartição pelos sistemas operativos correspondia, por outro lado, à liderança dos iPad (incluíndo os mini), com um total de 19,5 milhões de aparelhos expedidos pela Apple no trimestre.
Tiago Pereira 31042

segunda-feira, 6 de maio de 2013


Marketing: Comportamento do Consumidor – Automóvel


Não querem carros abaixo de 5 mil euros. Estudo aponta para que apenas 13% dos portugueses admitam comprar um carro inferior a esse valor
O conceito low-cost está a ser utilizado em viagens e hotéis, mas também no sector automóvel. No entanto, os consumidores europeus desconfiam da qualidade dos carros abaixo dos 5 mil euros, segundo um estudo da Cetelem divulgado esta sexta-feira.
Na hora de comprar um carro de baixo custo, há vários factores que pesam na decisão: para alguns consumidores, conduzir um automóvel low-cost é sinónimo de menos pontos no status social. O design e o conforto do veículo também são tidos em conta.
Mas o que define uma compra são mesmo as barreiras psicológicas que existem em relação ao preço do automóvel. Mais de metade dos portugueses inquiridos no estudo revela estar disposta a adquirir um carro pelo valor de 10 mil euros, «com toda a confiança».
Já 22% têm como valores de referência carros entre os 5 mil e os 8 mil euros. Mas são poucos os que revelam «alguma segurança» face a um preço inferior a 5 mil euros: 15% dos ingleses têm este valor como referência; os portugueses são 13%.
Os britânicos são os que menos se importam com as implicações psicológicas de um automóvel de baixo custo: 62% estão prontos a comprar um carro por menos de 8 mil euros. Os espanhóis pensam de maneira diferente: só 31% pretende adquirir um veículo abaixo deste limiar, em linha com a média europeia de 30%.


Marketing Digital: Comportamento do consumidor na Internet

Artigo publicado no Marketing Portugal
O estudo Consumer Barometer divulgado pelo Diário Económico, vem mais uma vez provar que as Marcas têm de marcar presença na WEB com uma estratégia bem definida.
O estudo conclui que em Portugal:
  • 53% dos consumidores portugueses procuram informação de todo o tipo na Internet;
  • 23% assumem já terem feito compras online;
  • 84% dos portugueses com acesso à web pesquisam online antes de comprar offline;
  • 34% garantem já ter mudado de ideias acerca de uma marca a comprar depois de consultarem a Internet.

Este estudo reforça a importância de implementar a Arte de Partilhar nas empresas. Desta forma estamos a fornecer informação que fortalece a relação e a proximidade com o público-alvo. 

Consumidores pesquisam online para comprar offline
Os utilizadores da WEB são pessoas, têm comportamentos, desejos e necessidades e, não é a tecnologia por si só que gera resultados. É indispensável conhecer o mercado e o comportamento do consumidor.
Como refere o estudo, 84% dos utilizadores de Internet pesquisam no ambiente on-line para comprar no offline – efeito ROPO (Research Online – Purchase Offline). Um outro estudo promovido pela Cetelem – Barómetro Europeu 2011 – defende que cerca de 75% dos consumidores portugueses pesquisam primeiro na Internet para de seguida efectuarem a sua compra na loja fisica.
Torna-se crucial para qualquer Marca perceber e analisar estes indicadores com intuito de encontrar respostas para as seguintes questões:
  • Será que a melhor estratégia consiste em levar o consumidor a comprar online?
  • Será mais eficaz partilhar informação para que o consumidor veja as suas dúvidas esclarecidas para estar seguro e efectuar a sua compra no offline?
  • Ou há espaço para ambas as soluções?
Dependendo do seu sector de actividade, da identidade da Marca que representa e do seu público-alvo, as respostas a estas questões variam. Procure dar respostas completas, não se contente com o “sim” ou “não”, procure saber a razão e justificar as opções escolhidas.
Um outro estudo promovido pelo Interpublic Group divulgado pela ACEPI vai ainda mais longe garantindo que:
“Se não existir informação online sobre determinada marca é muito provável que os consumidores evitem comprar os seus produtos.”
Como refere o Consumer Barometer, 34% dos utilizadores assumem ter mudado de ideias acerca de uma Marca depois de pesquisas na WEB ou seja, já não é suficiente estar na WEB, é obrigatório estarmos bem posicionados face à nossa concorrência. Este tema ganha ainda mais relevância quando o nosso público-alvo é maioritariamente constituído por jovens que já não passam sem pesquisar informação na Web (91%).
Termos boas referências e  pessoas a falar da nossa Marca é fundamental para transmitir a segurança que o consumidor procura. O consumidor associa a posição nas pesquisas do Google à confiança/liderança da empresa ou seja, se a minha Marca estiver melhor posicionada que a concorrência, para o consumidor, a minha Marca tem melhores referências ou é considerada líder no mercado.
Os consumidores confiam em quem conhecem
Embora seja evidente que o comércio online (e-commerce) é uma tendência que não devemos desprezar, somos obrigados a analisar mais duas questões indispensáveis para as Marcas tomarem decisões:
  • Em quem é que as pessoas mais confiam
  • O que é que leva os consumidores a não comprarem on-line.
Tendo como suporte o estudo promovido pela The Nielson Company (2009), os utilizadores confiam maioritariamente nas recomendações de pessoas conhecidas (atenção que o conceito de “conhecido” na WEB adquiriu proporções sem precedentes), ou seja, uma Marca para ser competitiva na WEB tem que influenciar a partilha (peer-to-peer)e procurar feedback junto do seu consumidor.
Por outro lado, o mesmo estudo revela que as pessoas confiam nos sites das Marcas ou seja, há aqui uma oportunidade evidente para conquistar a confiança do consumidor através da, já mencionada, Arte de Partilhar.  Se a Marca for transparente a comunicar, e disponibilizar a informação desejada, o consumidor vai se sentir seguro para passar à próxima fase do processo de decisão de compra.
Por fim, as Marcas que apostam na venda on-line têm que perceber que há algumas barreiras para superar. Há diferenças significativas entre o ambiente online e o ambiente offline.
Em primeiro lugar, importa ter noção que as pessoas compram maioritariamente na WEB por conveniência, por haver mais facilidade na procura, por considerarem que os preços são melhores, e pela variedade da oferta. Com a Internet podemos comprar e comparar produtos ou preços em todo o mundo logo, as Marcas têm que ser diferenciadoras.
Por outro lado, barreiras como a confiança, a preferência pelo contacto pessoal ou manuseamento do Produto e a privacidade têm que ser contornadas de forma eficaz. Não podemos ignorar que na WEB não há contacto pessoal, não há um compromisso humano durante o processo de troca de valores como tal, a plataforma de venda online deve salvaguardar todas estas questões com propostas de valor acrescentado para o consumidor sem esquecer que quanto maior é o envolvimento da compra, maior a exigência do consumidor. 
Tudo o que fazemos no âmbito do Marketing exige estudar o Mercado e o Consumidor, no Marketing Digital a regra não é excepção.
Marta Oliveira, nº 30066


Comportamento do consumidor: fatores que influenciam o comportamento de compra e suas variáveis


1 INTRODUÇÃO


Na atualidade é de extrema relevância conhecer, estudar e monitorar constantemente o comportamento dos consumidores, pois, com essa preocupação, os profissionais de marketing e gestores empresariais podem detectar oportunidades e ameaças aos seus negócios com a possível insatisfação ou recusa de seus clientes.
2 FATOR CULTURAL
O convívio cultural é visto como a personalidade de uma sociedade evidenciando e assimilando aprendizados, valores percepções e preferências de uma organização ou sociedade. Nela inclui-se grupos com seus próprios modos de comportamento, e classe social, que são pessoas com valores, interesses e comportamentos similares. Assim, um entendimento das várias culturas, de uma sociedade, ajuda os profissionais de marketing a prever a aceitação dos seus produtos/serviços pelo consumidor.
Os valores culturais são intensos, portanto, através de uma compreensão cultural podemos melhorar a eficácia das vendas e a ascensão de produtos ao mercado.

3 FATOR SOCIAL
Determinados fatores como os grupos de referência, família, amigos, papéis sociais e status exercem alto grau de influência sobre as pessoas.
Do ponto de vista de marketing os grupos de referência servem como marco para atitudes ou comportamentos específicos para indivíduos nas suas compras ou decisões de compra, permitindo que pessoas ou grupos sirvam como ponto de comparação (SHIFFMAN & KANUK, 2000).
Uma das principais variáveis dos fatores sociais são os grupos de referência e os mesmos se dividem em primários (família, amigos, vizinhos e colegas de trabalho), secundários (grupos religiosos e profissionais de classe), aspiração (grupos onde a pessoa espera pertencer) e dissociação (grupos com valores ou comportamentos que a pessoa rejeita). Dentre os grupos de referência, salienta-se que talvez o grupo familiar seja o mais importante determinante de comportamento do consumidor, devido à estreita e contínua interação entre os seus membros.

4 FATOR PESSOAL
Cada consumidor reage de forma distinta sob estímulos idênticos. A estrutura do conhecimento opinião ou crença, acerca do ambiente e de si próprios, leva os consumidores a agir cada um de maneira desigual. Pessoas originárias da mesma subcultura, classe social e ocupação podem ter diferentes estilos de vida, portanto, tipos de consumos diferentes. Ao profissional de marketing, exige-se, está atento as características de seus clientes para assertividade no ataque dos mesmos.

5 FATOR PSICOLÓGICO

O entendimento do comportamento humano se faz através do diagnóstico de suas necessidades, visto que todo o processo de tomada de decisão baseia-se na percepção das necessidades satisfeitas. As necessidades psicológicas surgem de estados de tensão psicológicos, como necessidades de reconhecimento, valor ou integração.
Uma necessidade passa a ser um motivo quando alcança um determinado nível de intensidade. Um motivo é uma necessidade que é suficientemente importante para levar a pessoa a agir, a maneira como ela age é influenciada pela percepção que ela tem da situação.

5.1 MOTIVAÇÃO

A motivação é uma força interior que se modifica a cada momento durante toda a vida, onde direciona e intensifica os objetivos de um indivíduo. Dessa forma, quando dizemos que a motivação é algo interior, ou seja, que está dentro de cada pessoa de forma particular erramos em dizer que alguém nos motiva ou desmotiva, pois ninguém é capaz de fazê-lo.
Tomando a motivação para o ambito da influencia no ato da compra, vê-se que, para que o processo de compra aconteça com melhor precisão é preciso que o consumidor esteja motivado a comprar ou que a compra lhe traga essa motivação.
Marta Oliveira, nº 30066

quarta-feira, 10 de abril de 2013

McDonald’s quer promover consumo de… café

McDonald’s quer promover consumo de… café



Cadeia de restaurantes fast food está a oferecer uma chávena de café na compra de um McMenu e de um café




P
link externoeça café. Ganhe design. Este é o mote da nova campanha de promoção da McDonald’s Portugal, na qual a cadeia de restaurantes fast food está a oferecer uma chávena de café na compra de um McMenu e de um café. A campanha tem como objectivo promover o consumo de café nos restaurantes da marca.
Com a criatividade da TBWA\Lisboa, estratégia de meios da OMD e activação digital da Fullsix, a campanha estará presente em exterior, online (site e Facebook da marca), bem como nos 138 restaurantes da McDonald’s no mercado português. Em parceria com a MOP – Multimédia Outdoors Portugal, a McDonald’s Portugal decorou as estações de metro do Marquês do Pombal e do Cais do Sodré com as quatro cores das chávenas.
«Para além dos espaços McCafé, onde temos vindo a apostar, é nosso objectivo fazer crescer o consumo de café, de modo a que a McDonald’s faça parte desse “ritual”. Com esta campanha, apostámos na visibilidade e experimentação, com uma oferta exclusiva e formatos de comunicação diferenciadores, como é o caso das decorações de estações no metro de Lisboa», afirma em nota de imprensa John Alves, director de marketing e comunicação da McDonald’s Portugal.
O café da Mcdonald’s é, desde 2007, fornecido pela Nestlé Portugal, que desenvolveu para a marca um lote exclusivo da Buondi.


Retirado de: http://www.marketeer.pt

João Neves nº30315

TENA promete "confiança x 2"

TENA promete "confiança x 2"A TENA criou um símbolo para as embalagens do segmento Lady específico para os mercados português, italiano, espanhol e grego e que "promete" às consumidoras "confiança x 2". Uma iniciativa que está a ser promovida numa campanha televisiva.





O objetivo é comunicar as "características diferenciadoras" do produto e "sensibilizar as portuguesas para a possibilidade real de se sentirem confortáveis e ativas vivendo com incontinência urinária".
Em Portugal, a campanha inclui, além da presença em televisão, o Kit Confiança, um pack constituído em torno de um pequeno bloco que conta com uma introdução informativa e várias citações inspiradoras de autores famosos acerca da mulher, da sua aceitação, autoestima e confiança, que está a ser distribuído pela marca em ações pontuais.
Fonte: Guess What

Retirado de: http://www.briefing.pt

João Neves nº30315

terça-feira, 9 de abril de 2013

[505.] Vodafone - RED




Há quanto tempo não víamos uma campanha publicitária construída em torno do vermelho? Seis meses? Cinco semanas? Quatro dias? Três segundos? A Vodafone cobriu os jornais portugueses de vermelho no dia 7 de Março. As capas e contracapas e as primeiras páginas interiores vestiram-se de vermelho — aliás, vestiram-se de "red" — e de grandes anúncios ao novo preçário de serviços da empresa. O vermelho, cor da paixão, do sangue, do amor (e também da Vodafone) voltou também aos mupis e ecrãs para estimular emoções nos observadores. Nós, que trabalhamos nos jornais e para os jornais, rendemo-nos à campanha: tomara que mais empresas se empenhassem em dar vida à imprensa escrita com iniciativas publicitárias como esta. Como sempre, a publicidade procura seduzir pela emoções: um dos anúncios televisivos da Vodafone é uma sucessão de abraços felizes, portugueses, no aeroporto da Portela, em casa, onde calha. O outro é uma sucessão de situações pessoais felizes, quase todas como se fossem filmadas pelos próprios e divulgadas nas redes sociais (não há nos anúncios uma única situação de trabalho, essa maçada). No ecrã, passam várias frases, mas três resumem a campanha. Uma diz "RED é feliz", o que não quer dizer nada e quer dizer tudo. Nada significa, pois RED é um pacote de serviços e os pacotes de serviços não têm emoções. Todavia, a campanha utiliza a emoção porque as emoções são uma porta de acesso à razão e à acção humanas. Como a emoção não chega, as outras frases-chave da campanha cativam pelo lado racional, apesar de também elas estarem embrulhadas num ambiente emocional: "RED é tudo junto", "RED é todas as coisas boas". Deixando de lado trabalho, comida, cama e roupa lavada, a campanha transforma as formas de comunicação (telefone, Internet, televisão) nas alegrias que elas proporcionam (esqueçamos as tristezas que recebemos pelo telefone, pela Internet e pela TV) e faz dessas alegrias "tudo" e "todas as coisas". Entre parêntesis, note-se que campanhas como esta promovem a ideia e a realidade de que no mundo comunicacional nada tem verdadeira existência para além da comunicação; só ela traz alegria, só ela junta as pessoas: os abraços mostrados são felizes porque foram filmados e gravados, o bebé a crescer, as brincadeiras com os amigos, "tudo" parece apenas ganhar sentido por se filmar e divulgar. As "coisas" só existem, só se tornam "boas" quando são comunicadas electronicamente. Naturalmente, há uma incongruência a que não se pretende que se chegue: a comunicação através de aparelhos electrónicos anula (pois não substitui) o verdadeiro abraço físico, com contacto corpo a corpo, como os que se vêem no anúncio. Mas, como todos sabemos, é melhor o contacto electrónico do que nenhum, pelo que a transformação do "todos juntos" electronicamente pelo "todos juntos" ao vivo não passa de um exagero próprio da publicidade. Fechado o parêntesis, a campanha consegue uma grande solidez porque as imagens e as mensagens que as acompanham se referem ao mesmo tempo à oferta comercial ("todas as coisas boas", isto é, vários serviços por um preço) e à oferta ideológica (esses serviços permitem ao cliente partilhar todas as suas "coisas boas" pessoais, familiares e de amigos). Deste modo, a Vodafone aparece como um facilitador de emoções dos clientes, ao permitir-lhes aceder e partilhar "coisas boas": eis porque um dos anúncios televisivos é formado por planos de 15 abraços de pessoas comuns a outras pessoas comuns (e a uma árvore e um peluche): a comunicação facilita que se esteja "junto", conforme esta e tantas outras campanhas de operadores de telecomunicações não param de nos dizer. A campanha cumpre outro pilar da mensagem publicitária. RED responde a uma necessidade que o consumidor desconhecia ter: você precisa de partilhar, comunicar, assistir a TV, "tudo" ao máximo, e a Vodafone permite-lhe fazê-lo "sem preocupações".


21 Março 2013, 00:01 por Eduardo Cintra Torres | ect@netcabo.pt ect@netcabo.pt
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