
O Marketing estuda como satisfazer as necessidades e desejos dos consumidores.
Relativamente ao comportamento do consumidor o Marketing estuda como os indivíduos seleccionam, compram, usam e dispõem de bens e serviços para satisfazer as suas necessidades e desejos.
Os consumidores são fáceis de entender, eles podem manifestar determinadas necessidades e desejos, mas agir de maneira diferente, podem não estar a par das suas motivações e responder as influências de última hora.
Uma peça fundamental para a adopção de estratégias de marketing é a compreensão das forças que influenciem o comportamento do consumidor. Os consumidores variam de gostos, de idade, de educação, entre outras variáveis, portanto estes factores têm levado os marketeers a actuar rapidamente para melhor compreenderem os consumidores, agrupando – os em segmentos homogéneos de consumo. As características do consumidor incluem vários factores: os culturais, sociais, pessoais e psicológicos e psicológicos -motivação.
Os consumidores jovens têm necessidades e desejos diferentes dos mais idosos. O estilo de vida dos consumidores constitui uma importante influência na escolha dos programas de Marketing das empresas, atingindo seu alvo de consumidores com maior precisão.
Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/1680697-principais-comportamentos-consumidor/
Publicado por Vânia Monteiro 25806
quinta-feira, 4 de março de 2010
Comportamento do consumidor
Testes de Línguas Erasmus
Todos os estudantes interessados em concorrer ao programa Erasmus têm obrigatoriamente de fazer o(s) teste(s) de língua Erasmus em função do país pretendido. Consulte aqui as datas.
DESTINO TESTE
- França: Francês
- Espanha: Espanhol
- Restantes Países: Inglês
DATAS DOS TESTES DE LÍNGUAS ERASMUS
- Inglês – 11 de Março – 14h00 – Sala 2.1
- Espanhol – 9 de Março – 10h00 – Sala 8.12
- Francês – 12 de Março – 10h00 – Sala 2.1
Para mais informações, contacte o GPRI: www.ubi.pt/Entidade.aspx?id=GPRI
quarta-feira, 3 de março de 2010
HAPATICA- Relógio em Braill



Esta é mais uma daquela invenções geniais que nos fazer perguntar porque ninguem se lembrou dela há mais tempo. HAPTICA é o nome de um relógio de pulso concedido pelo disigner David Chavez que tem a particularidade de possuir um mostrador em Braill. A verdade é que já existem já há bastante tempo no mercado relógios destinados a deficientes visuais mas que não passam de aparelhos convencionas onde é possível tactear os ponteiros de modo a saber as horas. Graças a um engenhoso sistema mecânico, o HAPTICA escreve as horas em caracteres em Braill no seu mostrador e, que se saiba, é o primeiro a fazê-lo.
A caixa do relógio apresenta dois rebordos laterais paralelos que formam um canal que conduz os dedos para a superfície de leitura. Esta superfície não é mais que um conjunto de discos rotativos com incisões em código Braill correspondentes aos algarismos das horas e minutos. No fundo é um sistema mecânico clássico em relojoaria e o mérito do designer foi o ter a intuição de o adaptar a esta situação particular. A ideia de David Chavez foi muito justamente distinguida com um Spark Award
Fonte: http//obvious.org/
Nuno Pessoa
Design, sustentabilidade e baixo preço
O bom design não tem de ser caro. E pode ser “verde”! Assim pensou a Movelpartes, empresa da Sonae Indústria, que produz para o mercado ibérico cerca de 23 mil kits de mobiliário “ready to assembly” por ano, quando lançou a linha Make it Better. Convidou, para isso, três ateliers de design a conceber seis peças de mobiliário: um móvel para TV, uma secretária, uma escrivaninha e aparador, um armário para WC, um toucador e uma sapateira com assento. E Guta Moura Guedes para dirigir estratégica e artisticamente a concepção da nova linha.
É verdade que num segmento de elevada competitividade, como o do mobiliário em kit, o preço é decisivo. Mas não é tudo: «Num momento de franca globalização são poucos os detalhes que podem fazer a diferença e tornar um produto mais concorrencial. Se a isso acrescentarmos o incontornável factor da crise económica, torna-se ainda mais importante encontrar formas eficazes de tornar o que produzimos mais competitivo e pertinente», observa Francisco de Brito Evangelista, director-geral da Movelpartes.
À aposta forte no design, a Movelpartes acrescentou uma forte preocupação com o desempenho ambiental destes produtos. Assim, numa parceria com a Carbono Zero, a empresa vai anular os efeitos climáticos que decorrem da produção e distribuição desta linha - que integra, de raiz, opções de eficiência carbónica, na fase de concepção - quantificando emissões que serão compensadas através do apoio a projectos que reduzam a concentração de CO2 na atmosfera.
A marca portuguesa Make it, que já operava no mercado português e espanhol, quer, desta forma, «conquistar novos mercados, alargar a sua base de contacto e de clientes, e ir progressivamente marcando diferença junto dos seus concorrentes, através de uma melhor oferta ao cliente, sem aumentar o preço do produto», afirma Francisco de Brito Evangelista. A via para faze-lo é a aposta no design e na eco-eficiência como forma de valorização de um produto cujo preço varia entre os 50 e os 250 euros.
Disponibilizada no final de Julho em cerca de 350 superfícies de bricolage no mercado ibérico - como Aki, Leroy Merlin, Max Mat, Staples ou Izi -, o início da comercialização da Make it Better faz-se, no entanto, sem que o director-geral da Movelpartes queira adiantar objectivos de vendas ou facturação para o primeiro ano.
79 empresas de calçado, portuguesas, na Feira de Milão
Enquanto outras empresas exportadoras apresentaram quebras significativas, a indústria do calçado, com uma quebra de 8%, parece resistir melhor à crise. Enfrentando a concorrência de Espanha e Itália, as empresas portugueses, para reforçar a sua posição, estão a investir ainda mais nos mercados do Reino Unido e Estados Unidos e pretendem voltar ao mercado do Japão.
Os objectivos da indústria do calçado passam então por conquistar quota de mercado à concorrência e promover a imagem do sector a nível externo, tendo aumentado em cerca de 5% ,relativamente ao ano anterior, a presença na Feira de Milão.
Em relação à crise vivida pelo grupo Investvar - antiga Aerosoles ou Eco, a APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Sucedâneos), diz ter-se tratado de vicissitudes do mercado.
Fonte: Rádio Renascença e Expresso
Joana Felisberto
Que percepção têm os consumidores do Marketing verde?
Foi esta e outras perguntas que o estudo realizado pela Havas Media tentou responder . Mais de 12 mil entrevistas, 10 países e 200 marcas foram os números que envolveram o estudo à escala global.Perceber qual é percepção dos consumidores em relação às politicas verdes por parte da marca foi o objectivo, que pretende criar linhas orientadoras e sustentadas para as empresas,gerando um conhecimento sólido nas estratégias de marketing e,no final, contribuir para um posicionamento que ajude a construir um mundo mais verde.
Evolução da garrafa Coca-Cola

Tudo começou com um xarope de cor castanha, relativamente inócuo, vendido apenas nas farmácias. Adivinharam: referimo-nos à Coca-Cola, o refrigerante mais célebre de todos os tempos. As razões desse sucesso não foram certamente as propriedades miraculosas do xarope, que depressa deixou as prateleiras das farmácias, mas sim diversas campanhas de marketing extremamente bem feitas, acompanhadas de alguns golpes de sorte. Um deles foi a feliz associação à imagem do Pai Natal; o outro foi design genial da sua garrafa.Enquanto o negócio do xarope não se expandiu utilizavam-se garrafas convencionais, lisas, com uma rolha e um rótulo de papel que identificava o produto. Com a transformação numa bebida gaseificada surgiu o problema de a conservar sem perder o gás e a solução encontrada foi uma tampa metálica revestida a borracha com um original sistema de vedação, o sistema Hutchinson. Mas este processo de vedação não durou muito, pois não tardou a generalizar-se a carica metálica e o gargalo em forma de coroa.
A empresa passou então a utilizar este tipo de recipientes, na altura inovador, mas ainda produzido de uma forma artesanal. Cada garrafa era feita à mão, soprada por um operário vidreiro e, por esse motivo, não havia duas rigorosamente iguais. Mesmo assim, já ostentavam o logo da marca gravado no vidro, na carica ou apenas no rótulo. O grande salto ocorreu em 1915 com o lançamento de um concurso público de design para uma garrafa exclusiva. A partir daqui a história é conhecida e, com a introdução de pequenas variações e ajustes, o famoso recipiente atravessou todo o século XX até aos dias de hoje mantendo a sua forma original promovida ao estatuto de ícone. Um bom tema de reflexão: é mais importante a forma ou o conteúdo?
Fonte: http//obvious.org/
Nuno Pessoa
A ESSÊNCIA DO COMÉRCIO

Fernando Pessoa
A ESSÊNCIA DO COMÉRCIO
Aqui há anos, antes da Grande Guerra, correu os meios ingleses, como exemplo demonstrativo da insinuação comercial alemã, a notícia do caso curioso das “taças para ovos” (eggcups) que se vendiam na Índia.
O inglês costuma comer os “ovos”, a que nós chamamos “quentes”, não em copos e partidos, mas em pequenas taças de louça, do feitio de meio ovo, e em que o ovo, portanto, entra até metade; partem a extremidade livre do ovo, e comem-no assim, com, uma colher de chá, depois de lhe ter deitado sal e pimenta. Na Índia, colónia britânica, assim se comiam, e naturalmente ainda se comem, os ovos “quentes". Como é de supor, eram casas inglesas as que, por tradição aparentemente inquebrável, exportavam para a Índia as taças para este fim.
Sucedeu, porém, que, alguns anos antes da Guerra, as firmas inglesas exportadoras deste artigo notaram que a procura dele na Índia decrescera quase até zero. Estranharam o facto, buscaram saber a causa, e não tardou que descobrissem que estavam sendo batidas por casas exportadoras alemãs, que vendiam idêntico artigo ao mesmo preço.
Se as casas alemãs houvessem entrado no mercado índio com o artigo a preços mais baixos, sem dúvida que os agentes dos exportadores ingleses teriam advertido estes sem demora. Mas, como o preço era igual e a qualidade igual também, não era necessário o aviso; nem houve receio senão quando se verificou que havia razão para mais que receio — isto é, quando se verificou que, nestas condições de duvidosa vantagem para um novo concorrente, o artigo alemão vencera por completo.
Feita a averiguação ansiosa da causa deste mistério, não tardou que se descobrisse. Os ovos das galinhas indianas eram — e naturalmente ainda são — ligeiramente maiores que os das galinhas da Europa, ou, pelo menos, das da Grã-Bretanha. Os fabricantes ingleses exportavam as taças de tipo único que produziam para o consumo doméstico. Essas taças, evidentemente, serviam de um modo imperfeito aos ovos das galinhas da Índia. Os Alemães notaram isto, e fizeram taças ligeiramente maiores, próprias para receber esses ovos. Não tinham que alterar qualidade (podiam até baixá-la), nem que diminuir o preço; tinham certa a vitória por o que em linguagem científica se chama a adaptação ao meio. Tinham resolvido, na Índia e para si, o problema de comer o ovo de Colombo.
Esta história, em aparência tão simples, encerra um ensinamento que todo o comerciante, que o não seja simplesmente por brincar às vendas, devia tomar a peito, compreender na sua essência. Um comerciante, qualquer que seja, não é mais que um servidor do público, ou de um público; e recebe uma paga, a que chama o seu “lucro”, pela prestação desse serviço. Ora toda a gente que serve deve, parece-nos, buscar agradar a quem serve. Para isso é preciso estudar a quem se serve — mas estudá-lo sem preconceitos nem antecipações; partindo, não do princípio de que os outros pensam como nós, ou devem pensar como nós —porque em geral não pensam como nós —, mas do princípio de que, se queremos servir os outros (para lucrar com isso ou não), nós é que devemos pensar como eles: o que temos que ver é como é que eles efectivamente pensam, e não como é que nos seria agradável ou conveniente que eles pensassem.
Nada revela mais uma incapacidade fundamental para o exercício do comércio que o hábito de concluir o que os outros querem sem estudar os outros, fechando-nos no gabinete da nossa própria cabeça, e esquecendo que os olhos e os ouvidos — os sentidos, enfim — é que fornecem os elementos que o nosso cérebro há-de elaborar, para com essa elaboração formar a nossa experiência.
Fernando Pessoa, "A Essência do Comércio" in Revista de Comércio e Contabilidade, 1926
David Damião (25147)