sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Coincidência?

O actor norte-americano Richard Gere foi a personalidade escolhida para conduzir o novo Lancia Delta no spot publicitário com que a marca italiana está a divulgar o novo modelo.

Até aqui nada de especial a não ser o facto do filme retratar a viagem do actor ao volante do Lancia Delta, de Hollywood até aos Himalaias.

No ano em que os jogos olímpicos se disputam na China terá o anúncio algum significado especial?

Vejam e comentem.



quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Nova campanha Benetton

As oportunidades do retalho português

De acordo com a última edição do estudo Global Retail Development Index (GRDI) da consultora estratégica A.T. Kearney sobre o desenvolvimento do sector da distribuição de retalho, os países do Norte de África e Médio Oriente estão a assumir-se cada vez mais como alvos privilegiados de investimento para os grupos de retalho portugueses.

Com efeito, três países do Norte de África estão situados nas 15 primeiras posições do ranking: Marrocos, Argélia e Tunísia. Estes três países irão crescer, em média, mais de 6% em 2008 graças ao turismo, aos fluxos comerciais com a Europa e à crescente estabilidade política e económica destes Estados. As relações comerciais e de proximidade existentes com estes países potenciam uma forte relação futura com Portugal.

A proximidade com o mercado português em termos físicos, bem como os padrões de desenvolvimento destes países, podem, segundo a A.T. Kearney, colocar esta zona como um alvo privilegiado para os grupos de retalho portugueses, que possuem flexibilidade cultural e conhecimentos sobre a abertura de mercados com ofertas modernas no sector. Acresce ainda o conhecido interesse do Governo português por intensificar a cooperação económica com o Magrebe.

“As empresas portuguesas estão especialmente bem situadas para se expandirem nestes países graças à sua proximidade geográfica e a um conjunto de factores culturais e de know-how particulares que podem constituir-se como uma vantagem competitiva face a grupos concorrentes europeus ou norte-americanos”, admite João Rodrigues Pena, Managing Director da A.T. Kearney em Portugal. “É evidente que a legislação de alguns mercados ainda não permite uma protecção suficientemente eficaz a modelos de negócio de retalho moderno mas o contexto está a evoluir e observamos já vários retalhistas europeus como a Auchan ou Metro a intensificar actividade no Egipto, em Marrocos, na Argélia ou na Tunísia” refere ainda.

No que toca ao mercado nacional, a distribuição portuguesa, com algumas excepções, continua a apresentar níveis de internacionalização muito modestos.

Segundo a A.T. Kearney, isto decorre por um lado de uma série de factores exógenos ao sector como a actual situação económica internacional e as restrições de acesso a fontes de financiamento. Mas decorre sobretudo de elementos mais intrínsecos ao mercado local como sejam a reduzida dimensão dos operadores, a falta de experiência em processos de internacionalização e o potencial de concentração ainda em aberto no mercado local. Estes factores convidam a optar pelo mercado interno evitando a aventura de experiências noutros mercados.

Por outro lado, tratando-se de um contexto de mercado estagnado ou em declive, com limitações à abertura de novas superfícies comerciais e num ambiente altamente competitivo como é o caso do mercado português, tudo apontava para a procura de novas geografias onde apostar.

“Em todo o caso, os dois maiores grupos nacionais estão claramente virados para o exterior” assinala João Rodrigues Pena. “O grupo Jerónimo Martins tem desde há anos uma postura internacional agressiva que o conduziu à liderança do mercado polaco, com o volume de negócio externo a ultrapassar hoje o doméstico. E o grupo Sonae está a apostar em levar os seus bem sucedidos modelos não alimentares para outras paragens, começando por Espanha. São dois exemplos a seguir e não nos surpreenderia ver iniciativas de qualquer um destes grupos em mercados do Norte de África, onde têm claramente competências distintivas a aportar”.

Podem copiar o relatório completo Aqui

Notícia copiada daqui

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Vendas do Retalho em queda de 1,9% em Julho

Segundo os dados do INE, o volume de negócios no comércio a retalho em Julho decresceu 1,9% face ao período homólogo e desaceleraram 4% face ao mês anterior.

Face a Junho, as vendas no comércio a retalho decresceram 2,2%, sendo que os produtos alimentares diminuíram 3,2% e os não-alimentares menos 1,3%.

Este decréscimo foi determinado pelo comportamento negativo dos produtos alimentares e não alimentares, que registam uma variação de 0,5% e menos 3,1%. «A redução mais acentuada neste agrupamento pode ter reflectido algum adiamento de compras devido à redução da taxa normal do IVA em Julho», refere o documento.

Mas não é de descartar igualmente os efeitos da crise, quer real, quer da crise de confiança dos consumidores, sujeitos diariamente aos inúmeros avisos da comunicação social.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Empresas portuguesas com identidade pópria para países Asiáticos

A Mola ativism desenvolveu uma nova imagem para a Viva Vino, marca sediada em Singapura que irá importar e distribuir vinhos portugueses das casas Sogrape e Esporão para os países asiáticos.

Com a assinatura Fine Wines From The Old World, o novo visual pretende passar a ideia de estimulação dos sentidos, ou seja, cuidado com as uvas, a selecção e colheita, a maturação do vinho nas caves. O logótipo invoca uma flor que pretende reflectir a iconografia das antigas casas de vinho do Sul da Europa.

Em termos de cor, a aposta da Mola ativism recaiu sobre o rosa escuro e o lilás, de modo a criar um contraste «sugestivo e sensual, entre o luxo, a classe e o prazer», explicou Rui Morais, director criativo da Mola ativism.

Será interessante analisar a opção da Mola ativism, pela cor escolhida, questão fundamental em marketing internacional, nomeadamente quando o objectivo é atingir um mercado culturalmente distante.

A cor escolhida apresenta como principais associações o luxo, a riqueza e sofisticação. Creio que é claro o posicionamento ambicionado pela marca para os vinhos nacionais.

Vamos obviamente desejar que tenham muito sucesso.

domingo, 10 de agosto de 2008

A aposta na marca Açores

O Plano Operacional de Marketing da marca Açores, lançado pelo Governo Regional, irá promover os produtos açorianos sob um símbolo único para garantir a sua qualidade e notoriedade.

“Orgulho no que é nosso” é o conceito base de toda a campanha, divida em três fases, para promover os produtos agro-alimentares dos Açores, não só na região, mas principalmente no continente português.

A campanha foi estrutura em 3 fases:

  • Durante a primeira fase, a marca será apresentada a produtores, empresários e jornalistas locais;
  • na segunda, comunicação social e opinion makers do continente serão convidados a visitar os Açores para que conheçam de perto a realidade dos produtos da região;
  • numa terceira fase, a marca será divulgada junto dos consumidores através de publicidade.

O objectivo não é aumentar a produção, mas sim a notoriedade do produto. A comunicação da marca não se vai centrar nas características de cada produto, mas sim na promoção da marca genérica, que identifique todos os produtos de origem açoriana e os associe a produtos de elevada qualidade, passando essa imagem para o consumidor final para que esteja disposto a pagar o preço da qualidade.

A marca, recentemente criada, não invalida a continuação da utilização de Denominação de Origem Protegida (DOP), ou seja, os produtos que possuam esta distinção podem candidatar-se à marca Açores, garantindo, paralelamente, as DOP.

Noé Rodrigues, secretário regional da Agricultura e Florestas, revela que a iniciativa “tem suscitado muito interesse, sobretudo por parte de empresas com maior dimensão, o que demonstra a força da marca Açores”.

Que me desculpe Noé Rodrigues, mas o que dita a força de uma marca não é interesse dos promotores da marca, mas sim o interesse e a paixão que ela desperta nos consumidores, sendo que o esforço de uma das partes não é garantia de sucesso junto da outra.

sábado, 9 de agosto de 2008

É nisto que somos bons...

A Galp Energia e a Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes (FPDD) lançaram a campanha Testemunhos de Vida que dá a conhecer os exemplos de vida dos atletas paralímpicos.

A força deste campeões merece um destaque especial. Vejam o resultado no blog http://enistoquesomosbons.blogspot.com, e procurem os vídeos no Youtube com relatos dos desportistas na primeira pessoa.

A campanha insere-se na política de responsabilidade social da Galp e pretende demonstrar como os desportistas utilizam a sua energia positiva para superar os desafios.

Segundo Isabel Calado, directora de marketing da Galp Energia, «Os exemplos de vida destes super atletas são também exemplos de valores que defendemos e que consideramos essenciais, como a força de vontade, a confiança, a dedicação. É esta a forma de estar da Galp Energia por isso é para nós um objectivo prioritário apoiar o Movimento Paralímpico Português»

Só lamentamos que Isabel Calado não tivesse usado a mesma força de vontade, confiança e dedicação destes campeões, para participar na grande prova que foi o Marketing Meeting sobre marketing energético, organizado pela UBI neste ano lectivo, e para o qual foi convidada.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Será mais um reflexo da crise?


A Coca-Cola está a reavaliar a sua estratégia global de marketing, o que pode levar a uma mudança no seu actual formato de trabalho com as agências, anunciou o Brand Republic.

Segundo o site, o CEO Muhtar Kent avisou que irá recorrer mais a campanhas globais e que quer «optimizar o relacionamento com as agências» para reduzir custos.

A companhia pretende passar a recorrer ao marketing de relacionamento e investir em alguns mercados específicos para impulsionar o crescimento.

Até 2011, a Coca-Cola pretende poupar entre 250 e 300 milhões de euros.